Tipos de financiamento imobiliário: você conhece os principais?

Tipos de financiamento imobiliário: você conhece os principais?

A maioria das pessoas que deseja adquirir um imóvel no Brasil depende de um financiamento imobiliário. Apesar das oscilações do mercado, que fazem variar a oferta por crédito, há diferentes opções para quem deseja financiar a compra da casa própria.

Conhecer essas alternativas para saber com segurança aquela que melhor se adapta ao seu planejamento financeiro é fundamental. Neste post, vamos apresentar a você os principais tipos de financiamento imobiliário utilizados no Brasil, considerando a forma de amortização. Confira!

Tipos de financiamento imobiliário

Na hora de avaliar qual é o melhor tipo de financiamento para o seu perfil, é preciso compreender como aquele compromisso que você assumirá ao assinar o contrato vai se comportar ao longo dos anos. Isso é fundamental para não ter surpresas no futuro.

Podemos dividir a parcela do financiamento entre a amortização, que é a parcela da dívida que você efetivamente irá pagar, juros, que é a remuneração do sistema bancário pela operação, e as taxas, que incluem tarifas de administração e seguro.

A diferença entre os tipos de financiamento é a forma como variam esses elementos da parcela. Para entender melhor, confira abaixo como elas funcionam:

Sistema de Amortização Constante (SAC)

Nesse tipo de financiamento, o valor das parcelas vai caindo mês a mês. O montante amortizado da dívida é sempre o mesmo. À medida que o saldo devedor vai diminuindo, o que se paga a título de juros também cai.

O SAC é um sistema de amortização no qual as parcelas iniciais do financiamento são relativamente elevadas. A orientação dos especialistas (e até a exigência de alguns bancos para assinar o contrato) é que as parcelas não ultrapassem 30% da renda do mutuário. Por isso, é preciso avaliar com cuidado se, pelo menos nos primeiros anos do contrato, o compromisso não ficará pesado demais para o seu orçamento.

Em compensação, com o passar do tempo, o valor pago vai diminuindo, aliviando o seu bolso. É essa parcela decrescente o grande atrativo do sistema SAC.

Tabela Price

Ao contrário do SAC, na Tabela Price o valor mais baixo das parcelas iniciais é o que atrai os compradores. Conhecido como o sistema francês de amortização, o Price na verdade propõe um valor fixo das parcelas. Porém, com os ajustes necessários para adequá-lo à nossa realidade econômica, os contratos que utilizam esse sistema têm seu saldo devedor ajustado pela TR  Taxa Referencial.

Quando se utiliza a Tabela Price, os juros pagos diminuem a cada parcela, enquanto o valor amortizado aumenta. Ou seja, no início, a maior parte do que se paga refere-se apenas a juros da operação. À medida que o saldo devedor cai, esse encargo também vai diminuindo.

A desvantagem da Tabela Price é que, ao final do contrato, o valor total pago pelo imóvel será o mais elevado.

Sistema de Amortização Crescente (Sacre)

Modelo intermediário entre o SAC e o Price, no Sacre, as parcelas aumentam no início do contrato para, posteriormente, diminuírem. Isso ocorre porque as prestações são atualizadas a cada 12 meses, com base no saldo devedor. Assim, a amortização vai aumentando, enquanto os juros diminuem.

Embora seja o tipo de financiamento no qual a parcela inicial é a maior, no Sacre, o total pago ao final do contrato será menor do que nos contratos que utilizam o SAC ou Price.

Conhecer detalhadamente os tipos de financiamento imobiliário é fundamental para quem deseja fazer um bom negócio ao adquirir seu imóvel, mas essa não é a única precaução necessária! Confira aqui outros cuidados importantes na hora de adquirir seu primeiro imóvel.

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