Renegociar financiamento de imóvel: é possível? Como funciona?

Renegociar financiamento de imóvel: é possível? Como funciona?

O financiamento imobiliário é uma das formas mais usadas pelo consumidor para conseguir comprar sua casa própria.

Como se sabe, porém, todo financiamento de imóvel embute juros, ainda que, em muitos casos, eles possam ser baixos. De qualquer modo não são raras as ocasiões em que o consumidor não consegue continuar assumindo o pagamento desses custos.

O que fazer nesses casos? É possível renegociar o financiamento de imóvel? No post de hoje, veja como agir nessas situações:

Renegociar o débito com o banco

Uma das primeiras saídas é renegociar a dívida com o banco. Em tempos difíceis, é ainda mais fácil conseguir aplicar essa alternativa. Muitas instituições financeiras são muito flexíveis e poderão negociar as parcelas em atraso para que você possa quitar seu débito. Essas parcelas poderão ser incorporadas ao saldo devedor para facilitar o pagamento.

A renegociação, no entanto, deve ser assentada em contrato. Portanto, o que vai ficar valendo, desse momento em diante, é o que está registrado nele. Cabe ao cliente esforçar-se para cumprir as novas condições.

Migrar a dívida para outro banco

Outra possibilidade é fazer a migração do crédito imobiliário para outro banco que ofereça taxas de juros menores. Isso é permitido por lei — mais precisamente pela Lei de Portabilidade do Crédito Imobiliário, aprovada em maio de 2014.

Quando se trata de portabilidade, é preciso ficar atento a certos pontos, como:

  • Não é possível aumentar o prazo ou reduzir o valor financiado;
  • Existem algumas despesas para que a migração seja realizada;
  • Trata-se mais de uma solução paliativa a longo prazo, não recomendada para consumidores muito endividados.

Renegociar o prazo de financiamento de imóvel

Outra maneira de lidar com a situação é renegociando o prazo de financiamento, solicitando mais tempo. Dessa forma, as parcelas terão um valor menor, proporcional ao saldo devedor.

O prazo maior permite que você tenha mais tempo para organizar suas finanças. Pode ser uma boa solução para aliviar o peso financeiro sobre o orçamento doméstico. Porém, existe um prazo final, que não pode ser superior aos 80 anos do cliente e há um limite de parcelas.

Usar o FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço também pode ajudar. Existem duas formas de usá-lo nesse caso:

Amortização do saldo devedor

O FGTS é usado para abater uma parte do valor, mas o prazo para pagamento da dívida permanece o mesmo; a vantagem é que as parcelas agora serão menores (um detalhe importante a considerar é que, caso você tenha usado o FGTS para dar de entrada no imóvel, só poderá voltar a usá-lo para amortização passados dois anos);

Pagamento das parcelas

Outro modo de usar os recursos do fundo de garantia é para assumir parcelas do financiamento; a lei permite que o cliente pague até 12 parcelas, sendo que 3 delas devem estar atrasadas.

No total, você poderá pagar até 80% da quantidade de parcelas com o FGTS, bem como multas e encargos incidentes sobre as mensalidades atrasadas (assim, o cliente ganha tempo para organizar seu orçamento doméstico, mas sempre terá que assumir 20% do valor restante das parcelas).

Vender o imóvel/entrar na Justiça

Se o financiamento de imóvel foi feito pela Caixa, talvez você consiga ainda mais melhores condições de renegociação, mas precisa demonstrar interesse em realmente pagar a dívida. Caso não consiga as condições desejadas, seja qual for o banco, poderá recorrer à Justiça.

Mas atenção: essa última alternativa é pouco aconselhável, pois o processo poderá demorar anos devido à quantidade de casos dessa natureza. Em último instância, a melhor opção pode ser vender o imóvel para pagar o crédito tomado.

Para ter mais informações sobre essa modalidade de pagamento, não deixe de tirar suas dúvidas e entender como funciona a composição de renda para financiamento!

Gostou do texto?
Faça seu cadastro e receba todas as novidades do blog no seu email!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *